INSTITUTO MARAT
Centro
especializado no tratamento do tabagismo.
Desde 1976 no
Brasil
NOVO ENDEREÇO: HIGIENÓPOLIS
MEDICAL CENTER (HMC)
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Grosso, 306, 13º and., Cj 1314. Higienópolis -
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Depoimentos
de fumantes tratados no Instituto Marat:
São Paulo, 15 de maio de 2004.
Ao Sr. Marat,
Há um ano atrás, exatamente no dia 30/04/2003 estive em seu
Instituto.
Cheguei dez minutos antes do horário e fumei mais um cigarro
na porta do prédio, em frente à banca de revistas, antes de
entrar em seu consultório. Ainda não sabia, mas este seria meu
último cigarro.
Durante sua palestra você disse que eu já havia fumado o
último cigarro. Quase desisti nesse instante. Mas resolvi ficar.
Já tinha tentado parar com piteiras, adesivos e
anti-depressivos, sem resultados.
Passei pelo processo do ponto cirúrgico e joguei fora
tranqüilamente meu cigarro, afinal de contas eu tinha outro no
carro. Quando entrei no carro, o primeiro impulso foi acender um
cigarro, mas resolvi beber um gole d'água. E para minha surpresa
não foi tão difícil chegar em casa sem fumar.
Nos primeiros dias contei as horas, depois os meses e assim
já completei um ano sem fumar. É incrível como notamos as
melhoras logo nos primeiros dias. Melhoras no fôlego, olfato,
paladar. Eu particularmente senti uma diferença fantástica na
respiração logo nos primeiros dez dias. Há um ano eu não
conseguia subir uma pequena ladeira sem que o coração
disparasse. Não conseguia falar por muito tempo sem tossir.
Acordava à noite com tosses horríveis. Estava completamente sem
fôlego.
Então pensei: Vou fazer natação, assim meu fôlego melhora
e eu não preciso parar de fumar. Comecei então com as aulas de
natação. Chegava do outro lado da piscina com o coração
disparado e cansadíssima. Cheguei num ponto onde tinha duas
opções: ou parava de nadar ou parava de fumar. Acho que fiz a
opção certa. Tenho 48 anos.
Fumei durante 30 anos. Hoje estou ótima. Outro dia consegui
nadar 1000 metros em 50 minutos. Mês passado até fiz uma trilha
em Parati, duas horas de subida pelo caminho do ouro,
tranqüilamente.
As vezes, em momentos de prazer, sinto uma passageira vontade
de fumar, mas com todos esses benefícios, só se eu for muito
burra para acender um cigarro de novo.
Eu gostaria de lhe agradecer muito. Eu não acreditava que
esse método fosse tão eficaz.
Não posso dizer que foi fácil abandonar o cigarro, mas com
certeza eu não teria conseguido só com força de vontade.
Muito obrigada,
CARMEN APARECIDA CARMONA
Email: capcarmona@ig.com.br
"Como
foi minha vida com o cigarro e como conseguí escapar deste
martírio com o ponto na orelha".
Eu comecei a fumar com 15 anos, no colegial.
Minhas amigas fumavam e eu achava que era legal acender o cigarro
e soltar aquelas baforadas, com ar de gente grande. Naquela
época havia muita propaganda de cigarro na TV e no cinema, o que
estimulava muito os jovens a se iniciar neste vício. Com o
tempo, comecei a fumar cada vez mais regularmente, até chegar a
um maço por dia. Eu me casei com 21 anos e meu marido também
era fumante.
Os primeiros problemas surgiram quando meus dois filhos
nasceram com baixo peso, sem motivo aparente, atribuído
posteriormente ao hábito de fumar. Quando eu tinha 30 anos já
era forte a noção de que o cigarro é muito prejudicial à
saúde. Meu marido, que tinha mais força de vontade do que eu,
abandonou o cigarro. Eu não conseguí. Passamos a ter problemas
porque ele não queria que eu fumasse dentro de casa, para não
prejudicar as crianças ou dar mau exemplo. Por outro lado, ele
passou a não suportar a fumaça de cigarro, sentimento
compartilhado por grande parte de nossos amigos, que não fumavam
ou que já tinham abandonado o vício. Nos restaurantes sempre
discutíamos em que setor sentar. Com o tempo ele passou a
reclamar do meu hálito de fumante, dizendo que parecia estar
beijando um cinzeiro.
Nossos problemas não se resumiam apenas ao cigarro e acabamos
por nos separar há 5 anos. Eu continuei fumando, às vezes um
pouco mais, às vezes um pouco menos, mas jurei que só iria me
casar de novo com um fumante! Isto foi outro problema, porque
atualmente os homens fumam menos que as mulheres. Estão mais
preocupados com seu coração, sua pressão arterial e fazem mais
exercícios do que nós também. Eu comecei a reparar que meus
dentes estavam acinzentados, assim como minha pele, e começaram
a aparecer manchas amareladas em meus dedos e unhas. Percebi
também que ficava resfriada com mais frequência e com muita
tosse e catarro. Comecei a observar as mulheres mais velhas que
fumavam e reparei que além da voz grossa, elas tinham o
horrível hábito de tossir sempre que queriam dar uma boa
risada.
Passei a reconhecer de longe uma pessoa fumante e isto mexeu
muito comigo. Não queria envelhecer deste jeito, tossindo,
pigarreando, com cheiro de alcatrão em minhas roupas, cabelos e
até no meu corpo, sem falar no risco de morrer precocemente com
cancer, enfizema ou sei lá que mais... Foi então que decidi que
estava na hora de parar de fumar. Tentei muitos métodos, sem
sucesso, até ser indicada por uma amiga para o Instituto Marat.
Em princípio não acreditei que aquele simples ponto cirúrgico
na orelha pudesse produzir algum efeito. Mas resolví tentar
porque percebí que precisava de ajuda urgentemente.
Quando coloquei o ponto fiquei feliz por ter sido selecionada,
uma vez que naquele dia algumas pessoas tinham sido recusadas
após a entrevista com o simpático francês Fage Marat. Eu
seguí rigorosamente as orientações do Instituto. Nos primeiros
dias eu não sentí quase vontade de fumar. Mas atribuí aquilo a
um período inicial, que iria mudar após alguns dias ou semanas.
No início, eu sonhei muitas vezes que estava fumando, mas estes
sonhos foram diminuindo à medida que passavam as semanas.
Hoje estou com 42 anos e já não fumo há 2 anos. Passei a
fazer exercícios regularmente, meu hálito voltou ao normal,
minha pele está mais viçosa e eu sinto que meus pulmões estão
dia a dia mais limpos e desintoxicados. É incrível a sensação
de bem-estar que se tem após largar este auto-envenenamento.
Acabei casando-me novamente, obviamente com um não-fumante e
tenho me cercado de amigos que também não fumam. Meus filhos
estão felizes comigo e orgulhosos por eu ter vencido esta
batalha.
Lara C. Ribeiro

V.010807
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